É, la vem aquela coisa de sozinho comigo mesmo ...

De vez em quando a gente para e pensa sobre se queremos ou não continuar na vida agitada, de badalação/pegação. E tem horas que mesmo sozinhos, queremos literalmente ficar sozinhos (em casa, lendo um livro ou não fazendo nada mesmo), pelo simples fato de estar cansado e preferir o sossego de uma cama (tudo bem que se tivesse acompanhado seria melhor ainda, mas enfim…). É certo que muitos – não todos – gostariam de encontrar a tampa da panela, a metade da laranja, a alma gêmea, o grande amor e por aí vai. Mas, às vezes, vem a fase do estar sozinho não porque não encontrou a pessoa certa, mas por querer ficar assim, querer esse momento.

Mas, e quando surge uma pessoa legal, sincera que até abre a porta do carro para você entrar e você está neste momento “solidão consigo mesmo”? Digo pelo fato de que, como escrevi acima, às vezes a gente quer ficar sozinho não pelo fato de querer ficar para sempre, mas por se tratar de um momento. Talvez esteja trabalhando demais e a baladação acontece mesmo só pelo fato de querer ver pessoas diferentes, de ver algo além do que um computador em que você fica em frente a ele quase que 24h/dia durante toda a semana e, no sábado, você simplesmente não quer nem olhar para ele, muito menos lembrar que existe e quer ver gente, movimento, dançar…

Bom, mas voltando à “solidão comigo mesmo”, eu conheci um cara há algum tempo bem diferente dos caras das histórias (mentira rs). Legal, simpático, educado, etc. No primeiro dia em que ficamos, eu não senti aquela química e tudo mais. Ok, trocamos telefone e ele me ligou no dia seguinte (até aí, parece semelhante com as histórias, mas o final dela é bem diferente). Disse que queria encontrar comigo de novo, que curtiu minha companhia. Bom, pensei comigo “posso ter tido uma impressão errada na primeira vez que ficamos, então, vou sair com ele de novo”.

Por uma série de probleminhas de trabalho e afins, demoramos algumas semanas para conseguirmos nos encontrar. Até que um dia, ele me ligou e fomos ao cinema – meio programa de índio, mas tudo bem – conversa vai, conversa vem, trocamos alguns beijos e meu sentimento não mudou em nada desde a primeira vez que nos conhecemos. Claro, que eu fiz ele me trazer direto para casa, sem nenhum “acidente de percurso”.

Quando a química não rola, não adianta, pois “quando um não quer, dois não brigam”, mas, nesse caso, “não fazem”, certo? Tudo bem que eu estou em uma fase de não querer algo sério, devido a diversas coisas que não há necessidade de contar aqui e ele mesmo me disse que não quer nada sério, pois acabou de terminar um relacionamento e está a fim de curtir (como todos os outros que eu ja conheci rs).

Mesmo assim, no dia seguinte, ele me mandou uma mensagem, me chamando para sair no próximo fim de semana, mas eu não podia, pois ia trabalhar (e não foi desculpa, de verdade, eu trabalhei!). Desde então, não nos falamos mais. Por um lado, achei bom, pois, caso ele viesse mesmo atrás, eu conversaria com ele e jogaria limpo, pra não ter nenhum tipo de problema.

Tudo bem que foram apenas dois encontros, o primeiro na balada (ah que novidade!) e o outro no cinema, mas deu tempo da gente conversar de tudo o que vocês possam imaginar e mais um pouco (só não imagina d+). Mas, mesmo assim, algo em mim dizia para não me envolver mais, coisa de sexto sentido, se é que isso existe mesmo.

São fases e fases e estou mesmo na da “solidão comigo mesmo”, como escrevi no começo do texto. Parece que não adianta, quando a gente não quer, não há santo que faça a ideia mudar. Tudo sempre depender do momento, de como você está consigo mesmo. E desencontros existem e a pessoa certa, às vezes, aparece na hora errada – isso é possível de acontecer, garanto por outra experiência que já tive (assunto para um futuro post). Só é preciso tomar cuidado e não fazer algo que te faça arrepender depois e, quando for atrás, levar um pé na bunda fenomenal. No meu caso, não rolou mesmo, eu até gostaria que rolasse, por se tratar de uma pessoa legal, mas não foi dessa vez.


(Ó eu falando da minha vida na internet, que abesurdo rs)



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