A gente percebe que o mundo está carente de muitas coisas – afetividade, solidariedade, educação, respeito, gentilezas, mas também e principalmente de tolerância com as outras pessoas.

Falha total de nossa inquietação e paciência em procurar ou tentar entender e enxergar o outro lado da moeda, ou seja, temos muita intolerância com as dificuldades alheias.

E, o efeito é dominó, nossa irritação e impaciência só faz provocar mais conflitos e inseguranças no outro, aumentando o seu sentimento de desajuste social.

Vale lembrar que amanhã poderemos ser nós, a passar por períodos de vulnerabilidade aonde talvez iremos também expor nossas fraquezas e imperfeições e estaremos então, sobre ‘julgamentos’ dos outros.

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Longe de querer ser didática, mas acredito que ‘ser tolerante’ não é fácil, portanto deveríamos praticar a idéia como um exercício, que com o tempo, você não precisa se esforçar porque já está naturalmente treinado e apto ao cargo...

Acho difícil ser paciente sempre, embora eu acredite que a minha tolerância com pessoas (de forma geral) e situações adversas são bem extensas, assim mesmo, volta e meia me vejo perdendo a ‘elegância’.

Penso também que para você ser tolerante é preciso ter a mente aberta, livre de preconceitos e regras pré-definidas, é abrir a alma para um novo aprendizado.

Quando escrevo sobre tolerância, isso não quer dizer que vou concordar ou passar a mão em cima da cabeça de alguém que fez algo em desacordo com o que tenho como adequado.

Muito pelo contrário, sou a favor de uma atitude definida em relação às situações que encontramos pela frente, porém não temos o porquê de usar palavras ou maneiras duras que magoam e ridicularizam o outro.

Então, quem sabe não vale a pena, deixar a tolerância zero para usar com aquelas pessoas que tem mal-humor crônico sem motivo algum, com os políticos sem a mínima vergonha de assaltar nossos bolsos, com indivíduos que possuem o péssimo hábito de exercem o poder de sua força e inteligência contra os menos favorecidos, enfim, com pessoas que não mereçam consideração!?

Essa é a minha proposta, quem sabe um dia eu possa dizer de peito aberto – sou uma pessoa tolerante!

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